“O Salão Nacional Victor Meirelles está congelado desde 2008, ano de sua ultima edição. Ano após anos contamos apenas com promessas de seu próximo lançamento e ficamos sem o devido retorno das autoridades e responsáveis sobre a real situação do salão. Nós do Nacasa – Coletívo Artístico queremos realizar o XI Salão Nacional Victor Meirelles. Sabemos que a situação não é muito diferente em outros lugares do país. Ocorre, contudo, que os encontros e o fortalecimento da cena artística regional estiveram relacionados, em grande medida, com as edições do SNVM.”

De 1º a 24 de Abril de 2017 Montagem Anna Moraes, Chay Luge, Daniele Zacarão, Diego de los Campos, Juliana Crispe, Leandro Lopes de Souza e Osmar Yang.

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Hip Reliquiarum _#ação 2 pretende assim dar continuidade a essa rede que permanece em suspensão, propondo/levando esse diálogo entre tensões antagônicas para o espaço expositivo criando personagens montados sobre esses relicários descolados já existentes.

A rede criada pelos relicários tecem objetos: mancebo-árvore; livros-pássaros; caixinhas-de-fósforo-frutos; tampas-de-conserva-relicários; receptáculos; malas; cápsulas ou caixinhas de memória; linhas narrativas (as visíveis e as invisíveis); linhas de costura;  e muitas “colagens sem cola”, que constituem-se como metáforas dos relacionamentos e dos destinos dentro do ciclo da natureza entre a experiência e a memória.

As linhas narrativas criadas enrolam as tramas possíveis de relacionamentos entre os personagens, que são de ficção, mas podem representar cada um dos espectadores da instalação, que por sua vez trazem sua própria memória para a leitura da intenção da artista, como bem entenderem.

Uma ressignificação que podem ser descolados da moralidade ou o efeito moral e religioso que esta reorganização o Hip Reliquiarum _ #ação 2 propõe rompendo dogmas fixos para aquisição de novas experiências.

 

Fotos de Diego de los Campos: